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Setembro Verde 2018

APAE de Jundiaí aprova eficácia do Método Therapy Taping

28 FEVEREIRO 2018
APAE de Jundiaí aprova eficácia do Método Therapy Taping


Durante três meses, alunos da Escola de Educação Especial participaram de um projeto de pesquisa, que teve como objetivo, avaliar a eficácia e o benefício do método Therapy Taping ® em crianças e adolescentes com TEA- Transtorno do Espectro do Autismo.

O projeto investigou o uso e efeito das aplicações do método em crianças e adolescentes diagnosticados com Transtorno do Espectro do Autismo, com ênfase no efeito para posicionamento do quadril, além de incentivar a discussão referente ao uso de bandagem elástica em crianças e adolescentes com TEA, promovendo novas pesquisas e desenvolvendo nova ferramenta de trabalho, assim contribuindo com os usuários diagnosticados com Transtorno do Espectro do Autismo.

A pesquisa foi realizada em alunos com idade entre 9 e 13 anos. As avaliações e análise foram realizadas antes e após 12 aplicações do Método Therapy Taping ®, sendo a aplicação realizada uma vez na semana.

A proposta foi do fisioterapeuta Cesar Roberto Ralio, que ao conhecer a demanda de atendimento das APAES nos cursos que realizou no estado de SP pela FEAPAES, identificou a necessidade de promover a pesquisa e a APAE de Jundiaí com intuito de evoluir e buscar novas estratégias nos atendimentos com esses usuários aceitou este desafio. Também estiveram envolvidos na pesquisa a Fisioterapeuta, Paola de Moura Estopa e a Coordenadora Camila de Moraes Medeiros Mendes, ambas da APAE de Jundiaí.

As aplicações e tensões da bandagem foram realizadas de forma gradual, porém durante a aplicação apenas um participante retirou a bandagem por não estar acostumado com a mesma aderida ao corpo. Além disso, não houve danos à pele dos participantes com a aplicação da mesma.

Todos os participantes da pesquisa, (100%), apresentavam alteração biomecânica nos Membros Inferiores (MMII), sendo que dois dos participantes, (40%), necessitaram das aplicações para posicionamento do quadril em rotação interna e três dos participantes, (60%), para posicionamento do quadril em rotação externa.

Na avaliação final, realizada através da observação de fotos e vídeos, observaram-se resultados positivos em três dos participantes, (60%), sendo nos momentos em que se mantiveram com a bandagem aderida à pele, proporcionando apoio externo ao corpo e melhora no posicionamento dos membros inferiores, porém, quando estavam sem a bandagem, não obtiveram mudança significativa.

Durante o processo, as aplicações foram suspensas em dois participantes, (40%), devido à desistência da família.

Após as aplicações do Método Therapy Taping® foram alcançados resultados positivos e qualitativos nos momentos em que os participantes se mantiveram com a bandagem aderida à pele, proporcionando apoio externo ao corpo e melhora no posicionamento dos membros inferiores, porém, quando os participantes estavam sem a bandagem, não obtiveram mudança significativa, por apresentarem quadro de hipotonia muscular global, alterações posturais estruturadas e dificuldade em manter a bandagem aderida à pele, devido alterações sensoriais e comportamento.

Em relação ao sistema sensorial, foram obtidos resultados significativos, já que quatro participantes apresentaram boa adesão das bandagens na pele, não apresentando dificuldade, devido desordens sensoriais.

Desse modo, notou-se a necessidade de novas pesquisas, para mais esclarecimentos e discussão referente ao uso da bandagem em crianças e adolescentes com TEA, e o quanto é importante uma intervenção precoce durante as fases do desenvolvimento.

 

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